terça-feira, 16 de outubro de 2018

O espaço, a fronteira final


O espaço, a fronteira final

            Quando pensamos sobre o universo, o que imaginamos?... Frio, escuridão e extraterrestres. Mas como será o espaço realmente? É o que aqui será explicado. Desde o Sol até o fundo de um buraco negro. Nesta redação o leitor é convidado a fazer perguntas. Conforme salientava Platão: “uma vida não questionada não merece ser vivida”.
            Pois bem. No espaço não existe temperatura, por isso, congelaríamos em menos de dez segundos. Se prendêssemos a respiração, a dor seria inimaginável, pois a água do nosso corpo ferveria apesar do frio. Então, não saia sem o traje adequado, você sofreria como nunca sofreu.
            Quem vê domina a dor, quem sente não, pois como William Shakespeare ressaltava: “todo mundo é capaz de dominar uma dor exceto quem a sente”. Isso é a mais pura verdade, já tentou imaginar como seria ser picado por uma vespa caçadora? Não vai querer levar uma picada dessas, acredite se quiser!
            O buraco negro não é um monstro que devora mundos inocentes; ao contrário, nunca foi comprovada a existência de um. Más há alguns anos foi descoberto o primeiro exemplar que se tem registro: CÍGNUS X1. Meio confuso, só que em 2016 foram detectadas ondas gravitacionais que eram indicadas como o choque de dois desses monstros espaciais enormes!
            Os buracos negros são invisíveis, pois nem a luz escapa da sua força de gravidade esmagadora. Somente pela emissão de raios x é possível detecta-los ou também por uma estrela muito próxima de um “nada”. O disco de acreção ferve a uma temperatura incrível; isso é aquela coisa que fica girando em volta do horizonte de eventos, a fronteira final do buraco negro.
            No buraco negro o horizonte de eventos é aonde o espaço-tempo se “dobra”. Lá, nada importa. Por fim chegamos à singularidade, uma região teórica de pressão, densidade e temperatura infinitas. É o lugar que você morre e se despedaça. Aconteceria já no disco de acreção. Se conseguíssemos sobreviver a tudo isso (embora seja impossível chegar perto de um troço desses) encontraríamos um “outro universo”, mas isso nunca foi provado é só uma teoria estranha nada de mais.
            Para um buraco negro se formar é preciso uma estrela com até 500 massas Solares se contrair até três Sóis, restando apenas a sua gravidade colossalmente colossal. Isso só ocorre em uma entre mil estrelas no universo observável.
Bruno Tovo.
13/4/18.
           

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