Dois
Irmãos, 19 de março de 2018
A GUERRA NO BOM FIM
Prezados
Leitores!
A obra “A guerra no Bom Fim” do autor
Moacyr Scliar, da editora LPM, relata principalmente sobre um garoto chamado
Joel que relembra seus tempos como menino judeu. Quando vivia com a família no
bairro Bom Fim em Porto Alegre. Naquela época, o mesmo era considerado como
coração judaico da capital gaúcha.
O garoto durante a história é como se
estivesse revivendo seu passado. Onde na Europa ocorria a Segunda Guerra
Mundial, que eles só podiam acompanhar por meio das notícias na tevê. Fora isso
ele tinha uma rotina muito simples de ir à escola e brincar ou se aventurar com
seus amigos pelas ruas do Bom Fim.
O livro não tem um suposto fim, pois a
história tem continuação em outras duas obras. Porém, após ganhar uma vontade
imensa de voltar para casa e tomar um mate bem amargo com o pai, sem balas de
mel é claro. Onde salientariam, cantariam e dançariam muito. O que mais será
desafio para Joel?
O contexto histórico retratado neste conto
interpreta uma família que sai do continente europeu e vem ao Brasil. A fim de
escapar da Segunda Guerra Mundial acontecendo no seu suposto lar naquele
momento. Já enaltecia Moacyr Scliar: “ Que importa se morreram? Guerra é
guerra! ”
O autor usa fatos fictícios para
desenvolver o enredo. E como reais, a ideia do preconceito dos alemães com os
judeus. Algo que vivemos muito hoje, porém vem de tempos atrás. Já salientava
Luiz Gasparetto: “ Enfrentar preconceitos é o preço que se paga por ser
diferente. ”
Para acontecimentos importantes, temos a
evolução das cidades com o passar dos tempos e com isso, ao mesmo instante, o
esquecimento dos idosos que são nosso verdadeiro poço de sabedoria. Como
ressaltava Moacyr Scliar: “ O tempo, insidiosamente, docemente, estava se
vingando. O tempo estava corroendo as paredes das casas, sugerindo edifícios de
apartamentos novos e bonitos. O tempo estava olhando as pessoas, anotando a
quem tocava a ruga e a quem tocava o cabelo branco. ”
Portanto, a obra lida nos traz um
significado de superação e aventura. Como se adaptar a uma nova vida sendo um
refugiado da guerra. Lutando contra o preconceito, assim então, aguardando que
o tempo possa ser o melhor remédio nessa situação.
Cordialmente
Laura,
uma aluna esperançosa, no aguardo que o tempo trate de concertar e curar os erros
e feridas.
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