quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A guerra no bom fim


Dois Irmãos, 19 de março de 2018

A GUERRA NO BOM FIM

Prezados Leitores!
     A obra “A guerra no Bom Fim” do autor Moacyr Scliar, da editora LPM, relata principalmente sobre um garoto chamado Joel que relembra seus tempos como menino judeu. Quando vivia com a família no bairro Bom Fim em Porto Alegre. Naquela época, o mesmo era considerado como coração judaico da capital gaúcha.
     O garoto durante a história é como se estivesse revivendo seu passado. Onde na Europa ocorria a Segunda Guerra Mundial, que eles só podiam acompanhar por meio das notícias na tevê. Fora isso ele tinha uma rotina muito simples de ir à escola e brincar ou se aventurar com seus amigos pelas ruas do Bom Fim.
     O livro não tem um suposto fim, pois a história tem continuação em outras duas obras. Porém, após ganhar uma vontade imensa de voltar para casa e tomar um mate bem amargo com o pai, sem balas de mel é claro. Onde salientariam, cantariam e dançariam muito. O que mais será desafio para Joel?
     O contexto histórico retratado neste conto interpreta uma família que sai do continente europeu e vem ao Brasil. A fim de escapar da Segunda Guerra Mundial acontecendo no seu suposto lar naquele momento. Já enaltecia Moacyr Scliar: “ Que importa se morreram? Guerra é guerra! ”
     O autor usa fatos fictícios para desenvolver o enredo. E como reais, a ideia do preconceito dos alemães com os judeus. Algo que vivemos muito hoje, porém vem de tempos atrás. Já salientava Luiz Gasparetto: “ Enfrentar preconceitos é o preço que se paga por ser diferente. ”
     Para acontecimentos importantes, temos a evolução das cidades com o passar dos tempos e com isso, ao mesmo instante, o esquecimento dos idosos que são nosso verdadeiro poço de sabedoria. Como ressaltava Moacyr Scliar: “ O tempo, insidiosamente, docemente, estava se vingando. O tempo estava corroendo as paredes das casas, sugerindo edifícios de apartamentos novos e bonitos. O tempo estava olhando as pessoas, anotando a quem tocava a ruga e a quem tocava o cabelo branco. ”
     Portanto, a obra lida nos traz um significado de superação e aventura. Como se adaptar a uma nova vida sendo um refugiado da guerra. Lutando contra o preconceito, assim então, aguardando que o tempo possa ser o melhor remédio nessa situação.
Cordialmente
Laura, uma aluna esperançosa, no aguardo que o tempo trate de concertar e curar os erros e feridas.

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